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Campanha

Pontos de ação, ações de campanha, dinheiro, promessas e críticas: como o político mexe na opinião do eleitorado simulado sobre ele.

Campanha no Legado é feita de ações estruturadas, na tela da Campanha. Cada ação mexe na opinião do eleitorado simulado sobre você, e essa opinião entra na fórmula da eleição e nas pesquisas. Os números desta página são os do começo do jogo e podem mudar com a calibração.

Pontos de ação#

Todo político tem 3 pontos de ação por dia de jogo, iguais para todos. O dia vai de um tick das 8h ao seguinte, e os pontos não acumulam: o que não for usado se perde na virada. Assim, quem fica online o dia todo não atropela quem joga 30 minutos.

Político é quem se filia a um partido (Profissões). A presidência de cada partido tem, além disso, pontos de ação próprios do partido (Partidos).

Cada ação gasta um ponto e fica registrada na hora, mas o efeito só entra no tick seguinte, para todos na mesma conta: a ordem em que as ações foram feitas não muda o resultado. Depois do tick, a tela mostra o quanto cada ação rendeu. A campanha vai do dia 1 à véspera do último dia da temporada, porque depois do último tick não há outro.

Como é uma ação#

Toda ação tem:

  • tipo: visita, crítica, promessa e os outros da tabela abaixo;
  • estado: onde a ação acontece, um dos 4 estados do jogo;
  • conforme o tipo, um lugar (na visita, que define o segmento), uma pauta (um dispositivo e a direção, por exemplo baixar o IR), um alvo (quem você critica, ou o candidato que você apoia) e, na crítica, o fato que você cita.

Você pode escrever um texto junto, de até 280 caracteres, como um discurso ou uma nota. Esse texto é RP: o motor não lê nem julga. O efeito vem só dos campos da ação.

O que as ações mexem#

Para cada político, em cada estado e em cada segmento do eleitorado, o motor guarda o conhecimento, a aprovação e a rejeição, de 0% a 100%, e os pontos de campanha. As ações mexem nesses números, que entram na eleição e aparecem nas pesquisas.

  • Conhecimento: quem não é conhecido não recebe voto, por mais alinhado que seja. Cai 1% a cada tick. Quem tem cargo ganha 1 ponto de conhecimento por tick em cada segmento do estado da cadeira; presidente, vice e ministros, nos 4 estados. Os cargos sem estado, como o STF e as estatais, não dão.
  • Aprovação e rejeição: só mudam com as ações, as suas e as dos outros. Aprovação menos rejeição é a sua reputação no segmento.
  • Campanha: os pontos de campanha caem 15% a cada tick. Por isso, campanha recente pesa mais que campanha antiga.

O retorno é decrescente: a mesma ação rende metade na segunda vez dentro de 3 dias e um terço na terceira. Contam como a mesma ação a visita ao mesmo lugar do mesmo estado, a crítica ao mesmo alvo no mesmo estado, qualquer que seja a pauta (e criticar o governo é criticar quem preside), e a defesa ou a promessa da mesma pauta no mesmo estado.

Numa pauta, você fica de um lado só por 3 dias: depois de defender ou prometer um lado, ou de criticar alguém por ele, o outro lado fica fechado.

Campanha e agenda política#

Fora do período de campanha, vale a agenda política: visitas, pautas, críticas e promessas. Comício, propaganda paga e pedido de voto, só no período de campanha. No calendário padrão, as campanhas ocupam os dias 11 a 14, 35 a 38 e 59 a 62, e há uma mini-campanha entre o 1º e o 2º turno (Temporada e tempo). No dia dela, só a chapa que está no 2º turno faz comício, propaganda paga e pesquisa interna e recebe doação, fundo e dinheiro do próprio bolso, e o teto dela sobe 30%; os outros fazem agenda política (Voto e apuração).

As ações#

Ação Onde e para quem Custo O que mexe
Visita Um estado e um lugar, que define o segmento: fazenda (agro e interior), fábrica (trabalhadores urbanos), universidade (jovens e estudantes), associação comercial (empresariado e liberais), comunidade religiosa (conservadores de costumes), sindicato e associação de aposentados (servidores e aposentados), periferia (periferias e baixa renda), shopping e comércio de bairro (classe média urbana) 1 ponto 8 pontos de conhecimento no segmento. Aprovação de até 2 pontos se a sua ideologia percebida está perto dele; longe, até 1 ponto de rejeição
Caminhada ou carreata Um estado; periferias e trabalhadores urbanos 1 ponto Conhecimento e campanha nesses dois segmentos
Defender uma pauta Um dispositivo e a direção; os segmentos do estado 1 ponto Você sobe nos segmentos que ganham com a mudança e cai nos que perdem, e a sua ideologia percebida anda para o vetor do dispositivo
Promessa Um dispositivo e a direção 1 ponto Como defender a pauta, sem mexer na ideologia percebida. O motor cobra na eleição seguinte
Criticar Alvo: outro político, filiado a um partido, ou o governo, que é quem preside na hora. Tema: o que o alvo defendeu, um dispositivo e a direção 1 ponto O alvo perde aprovação e ganha rejeição nos segmentos que perdem com aquilo, e você ganha conhecimento
Comício Um estado; todos os segmentos 1 ponto e R$ 100 mil Campanha e conhecimento no estado. Só na campanha, e só de candidato
Cabo eleitoral Uma visita ou uma caminhada por um candidato do seu partido ou da coligação dele 1 ponto Vale metade para o candidato, com retorno decrescente, e só soma: não dá rejeição
Endosso Um candidato 1 ponto Passa ao candidato 10% da sua reputação em cada segmento do estado. Reputação negativa não passa
Entrevista Um jornal, num estado em que ele circula 1 ponto Conhecimento em todo o estado, que rende mais com o jornal acima dos leitores de partida, e audiência para o jornal
Propaganda paga Um estado da disputa Dinheiro, dentro do teto Campanha e conhecimento no estado. Só na campanha
Pesquisa interna Um estado da disputa R$ 50 mil Mostra a situação só para quem encomendou. Só na campanha

Candidato, no comício, no cabo eleitoral e no endosso, é quem tem a candidatura da eleição de agora aceita na convenção do partido ou deferida pelo TSE (Convenção e DRAP). Se ele sai da eleição antes do tick, o endosso e o cabo eleitoral ficam sem efeito.

Tempo de TV#

Nos dias de campanha, o horário eleitoral vai ao ar para quem vai à urna, com a candidatura aceita na convenção ou deferida pelo TSE. A cada tick, a propaganda do dia anterior dá conhecimento e campanha em todos os segmentos dos estados da disputa, repartidos pela fatia de cada candidato.

A fatia é 10% igual entre os partidos e as coligações que disputam e 90% pelas cadeiras deles na Câmara, contando os NPCs. Nas disputas de presidente, governador e senador, a coligação soma as cadeiras dos partidos dela; na de deputado, conta o partido. Quando o partido ou a coligação tem mais de um candidato na mesma disputa (os deputados, ou os dois senadores de uma eleição com duas cadeiras), a fatia se divide entre eles. A página das Eleições mostra a fatia de cada candidato.

Dinheiro de campanha#

Cada candidatura que vai à urna, aceita na convenção ou deferida pelo TSE, tem uma conta de campanha, a do cabeça da chapa. A página Dinheiro, na Campanha, mostra o saldo, o que entrou, o que saiu e quanto do teto já foi gasto. Os números são os do começo do jogo.

  • Fundo eleitoral: sai no primeiro dia de campanha para os partidos com candidato na urna. O total é o valor da lei orçamentária (R$ 1,7 bilhão em 2018) na escala do Congresso do jogo: as cadeiras da Câmara do jogo sobre as 513 de verdade. Cada partido recebe 2% igual e o resto pelas cadeiras dele na Câmara, e a direção repassa aos candidatos até a véspera do 1º turno (Direção do partido).
  • Doação de pessoa física: qualquer personagem doa do próprio saldo a um candidato que vai à urna, até R$ 50 mil por eleição, somando todas as doações, até a véspera do 1º turno; no dia entre os turnos, só à chapa do 2º.
  • Do próprio bolso: o candidato põe até 10% do teto do cargo.
  • Empresa não doa, como no Brasil desde 2015. Dinheiro de empresa em campanha é caixa 2, assim como gasto acima do teto. O cabeça da chapa pode receber por fora, no caixa 2, até metade do teto, e pagar propaganda com ele fora do teto. Fica o rastro (Corrupção e rastros). Condenação por caixa 2 cassa a chapa (Processo e pena).
  • Teto de gastos por cargo: começa nos valores da lei para a eleição de 2018. Presidente, R$ 70 milhões; governador, R$ 21 milhões em SP, R$ 14 milhões em MG e na BA e R$ 9,1 milhões no RS; senador, R$ 5,6 milhões em SP, R$ 4,2 milhões em MG e na BA e R$ 3,5 milhões no RS; deputado federal, R$ 2,5 milhões. Tudo o que sai da conta conta no teto. O teto está no catálogo de dispositivos, e por enquanto fica fixo nesses valores (Catálogo de dispositivos).
  • Os gastos: a propaganda paga num estado da disputa, só no período de campanha; o comício, R$ 100 mil; e a pesquisa interna, R$ 50 mil.

A propaganda tem retorno decrescente: gastar o teto inteiro num estado dá o máximo, e metade do teto já dá 62% disso. Ela entra no tick seguinte, como campanha e conhecimento em todos os segmentos do estado. Na disputa de presidente, cada estado tem a parte do teto do tamanho do eleitorado dele.

A página Candidatos, nas Eleições, mostra quanto cada candidato arrecadou e gastou, e a página da convenção, o fundo do partido e os repasses. O vice vê a conta da chapa, que é do cabeça, e paga dela o comício. Se a candidatura cai, a conta fica congelada com o saldo até a prestação de contas depois da eleição.

Junto com o retorno decrescente, o teto impede que o mais rico compre a eleição. E, como na vida real, o salário de um cargo não paga uma campanha sozinho (Dinheiro do personagem).

Promessas#

A promessa é estruturada: um dispositivo e uma direção, por exemplo "baixar o IR". O motor verifica sozinho se ela foi cumprida e cobra na eleição seguinte. Promessas cumpridas e quebradas entram na sua reputação.

Críticas#

Crítica que cita um fato do sistema pesa mais: o alvo perde três vezes mais aprovação. Os fatos que o motor confere:

  • o voto do alvo: ele votou sim, numa votação já fechada na hora da crítica, no texto de uma proposição que mexia no dispositivo para o lado que você critica (como o texto estava na votação), ou para derrubar o veto dele. O voto numa emenda não conta;
  • o indicador ruim: na crítica ao governo, a aprovação dele abaixo de 50% no dia da crítica.

O presidente não critica o próprio governo.

O escândalo público do alvo entra como fato junto com a investigação (Investigação). Crítica sem fato, ou com um fato que não confere, pesa pouco e aumenta um pouco a rejeição de quem critica. O motor não avalia o tom: o que conta é o fato citado.

Pesquisa interna#

Custa R$ 50 mil da conta de campanha e mostra a disputa num estado dela só para quem encomendou. Sai na hora, no período de campanha, com a opinião do último tick. As pesquisas públicas, dos institutos NPC, saem a cada 2 dias da campanha (Como funciona a eleição).

Veja também#