Todo personagem tem uma posição em dois eixos, e cada segmento do eleitorado também. A distância entre o político e o eleitor decide boa parte dos votos (Como funciona a eleição).
Os dois eixos#
| Eixo | Em -1 | Em +1 |
|---|---|---|
| Econômico | Estado | Mercado |
| Costumes | Progressista | Conservador |
Cada dispositivo do catálogo tem um vetor ideológico: a direção para onde ele puxa nos dois eixos. É por ele que votos e leis mexem na ideologia de quem vota.
Humor antissistema#
Não é um eixo, mas conta junto. É um índice nacional, de 0 a 1, que sobe com escândalos e crise e favorece quem vem de fora da política. Na eleição, humor alto também fortalece o voto em "nenhum" (branco e nulo). E derruba a estabilidade democrática.
Ideologia declarada#
- O jogador escolhe na criação do personagem, numa lista de 8. Não há questionário.
- Cada ideologia tem uma descrição curta e uma posição nos dois eixos.
- É pública: aparece no perfil.
- Define a base do jogador: os segmentos do eleitorado mais próximos dela (Eleitorado).
As 8 ideologias#
As posições abaixo são as iniciais da temporada:
| Ideologia | Econômico | Costumes | Em poucas palavras |
|---|---|---|---|
| Socialismo | -0,8 | -0,5 | Estado forte na economia, controle de setores estratégicos e redistribuição de renda |
| Social-democracia | -0,4 | -0,3 | Mercado com Estado de bem-estar: impostos progressivos e serviços públicos amplos |
| Trabalhismo e desenvolvimentismo | -0,5 | +0,1 | Estado que induz o crescimento, proteção ao trabalhador e à indústria nacional, costumes moderados |
| Centro | 0,0 | 0,0 | Pragmatismo: apoia o que funciona e negocia com todos |
| Liberalismo social | +0,4 | -0,4 | Mercado livre com liberdades individuais amplas |
| Liberalismo econômico | +0,8 | -0,1 | Estado mínimo, privatizações, menos impostos e menos regulação |
| Centro-direita conservadora | +0,5 | +0,5 | Mercado, responsabilidade fiscal e valores tradicionais |
| Conservadorismo nacionalista | +0,1 | +0,8 | Valores tradicionais, ordem e segurança, economia mista com defesa do interesse nacional |
Ideologia percebida#
A ideologia percebida é a que o eleitorado enxerga. Começa igual à declarada e também é pública: aparece no radar ideológico do perfil. Depois, muda com o que o personagem faz:
- Votar sim num projeto puxa a ideologia percebida na direção do vetor da lei.
- Votar não empurra para o lado oposto, mas com menos força. Votar contra comunica menos que votar a favor.
- Propor uma lei puxa um pouco o autor para o vetor da lei. Apresentar uma emenda puxa como propor, com o vetor da mudança que ela faz.
- Assinar um decreto puxa o presidente como propor uma lei, e o ministro que decide a Selic não se move: ela não puxa para lado nenhum.
- Vetar puxa o presidente para o lado contrário do que ele vetou, como um voto não.
- Defender uma pauta na campanha aproxima o político do vetor do dispositivo defendido.
- Trocar de partido puxa em direção ao novo partido.
- Alianças e endossos também mexem na posição.
O discurso que acompanha o voto é RP e não conta. O motor lê só o voto e os dispositivos da lei. Por isso não dá para dizer uma coisa na tribuna e votar outra sem que o radar mostre.
Na eleição, o que pesa é a ideologia percebida, não a declarada. Cada segmento compara a própria posição com a posição percebida do candidato, dando a cada eixo o peso que ele tem para aquele segmento.
A Retrospectiva do fim da temporada mostra como a ideologia percebida de cada jogador mudou do começo ao fim.
Coerência e trair a base#
Coerência é a distância entre a ideologia declarada e a percebida. Quando o político se afasta do que declarou, a base cobra: ele "traiu a base" e perde afinidade com ela. Em troca, pode ganhar outros segmentos, que agora estão mais perto dele.
Moderar, então, tem custo e benefício: aproxima o político de outros segmentos, mas custa afinidade na base.
O partido sente o mesmo efeito: uma bancada que vota longe da ideologia do partido desgasta a marca dele (Partidos).