No Legado, a corrupção é possível. Cada ato de corrupção é uma ação estruturada no jogo: dá um ganho e deixa um rastro escondido, que pode vir à tona depois.
Os atos#
| Ato | Quem pode | Ganho | Custo escondido |
|---|---|---|---|
| Desvio de verba | Ministro, secretário, governador | Dinheiro pessoal ou caixa 2 | Piora a entrega da pasta |
| Propina de empreiteira NPC | Quem controla obra ou emenda | Dinheiro | Obra superfaturada |
| Emenda superfaturada | Parlamentar | Dinheiro | A emenda tem menos efeito no estado |
| Direcionamento de licitação | Quem conduz a licitação | Propina da empresa vencedora | O governo paga mais caro pelo serviço |
| Caixa 2 | Candidato, direção do partido, empresa | Dinheiro de campanha acima do teto ou de fonte proibida | Só o rastro |
| Compra de apoio | Governo, para um parlamentar | Voto garantido | Só o rastro |
| Sonegação | Empresa | Mais lucro | Menos arrecadação |
| Informação privilegiada | Quem sabe antes de uma lei ou licitação | Lucro na bolsa | Só o rastro |
| Conflito de interesses | Político cuja empresa tem contrato com o governo | Contrato | Só o rastro |
| Nepotismo | Quem nomeia para cargo de confiança | Parente no cargo | Só o rastro |
A conversa de bastidor pode acontecer fora do jogo, no Discord. O que conta são os atos (a propina, o contrato, a nomeação, o voto), e eles acontecem no jogo e deixam rastro.
Os atos que já existem#
Por enquanto, o jogo tem três atos. Os outros chegam com os sistemas deles: as licitações, as empresas, a bolsa e a família.
| Ato | Quem | Onde | Quanto |
|---|---|---|---|
| Desvio de verba | Ministro, secretário estadual ou governador | Carteira, na página Por fora | De R$ 100 mil a R$ 5 milhões, um por dia |
| Emenda superfaturada | Deputado federal ou senador | Gabinete, no sobrepreço da emenda | 10%, 20% ou 30% da emenda, na liberação |
| Caixa 2 | O cabeça da chapa | Campanha, na página Dinheiro | De empresa, a partir de R$ 100 mil, até metade do teto do cargo |
O dinheiro do desvio e o do sobrepreço caem no seu saldo, por fora. O do caixa 2 fica no caixa 2 da campanha, que só você vê: ele paga propaganda fora do teto, que rende mesmo depois de o teto acabar, e não aparece no que a chapa arrecadou e gastou. Esses são os valores iniciais, e a temporada pode ajustá-los.
A página Por fora, na Carteira, mostra os seus atos e quais já vieram a público.
O rastro#
Todo ato de corrupção gera um rastro escondido, com:
- autor e cúmplices;
- valor;
- data;
- gravidade;
- exposição.
A exposição sobe com o tempo e com o valor escondido de cada um, somando todos os atos dele, e ninguém a vê, nem o autor. Dividir em pedaços não esconde: o caixa 2 de uma campanha é um rastro só, que cresce a cada vez. Quanto mais exposto o rastro, maior a chance de ele aparecer numa investigação ou vazar para a imprensa (Investigação).
A gravidade sai do valor: leve abaixo de R$ 1 milhão, média até R$ 3 milhões e grave dali em diante.
Rastro revelado fica público na Justiça e na aba Justiça do perfil do envolvido.
Casos que merecem atenção#
- Nepotismo: nomear parente para cargo de confiança é permitido no jogo, mas vira ato de corrupção com rastro. No Brasil, é proibido (Família e herança).
- Conflito de interesses: político pode ser acionista de empresa, mas não administrador, e empresa de político não pode ter contrato com o governo, como na Constituição. Quebrar essa regra é conflito de interesses (Empresas).
- Direcionamento: numa licitação, escolher uma empresa que não ficou em primeiro na classificação do motor gera rastro (Licitações).
- Informação privilegiada: negociar ações sabendo de uma lei ou licitação antes do público deixa rastro (Bolsa de valores).
- Caixa 2: dinheiro de empresa em campanha é sempre caixa 2, porque empresa não doa. A condenação por caixa 2 cassa a chapa (Processo e pena).
O efeito político de um escândalo#
Quando um rastro se torna público, vira escândalo no tick seguinte, maior quanto mais grave. O que vem a público no mesmo dia, do mesmo envolvido e no mesmo lugar, é um escândalo só, com a gravidade da soma:
- a aprovação do envolvido cai, e a rejeição sobe, no estado do ato (no país inteiro, para o presidente, o vice, os ministros e quem disputa a Presidência);
- o conhecimento dele sobe;
- a marca do partido dele cai nos mesmos estados;
- o humor antissistema do país sobe (Economia do país);
- se ele estava no governo federal, no mandato do presidente de agora, a aprovação do governo cai.
Os seguidores do público também caem, porque saem da opinião do eleitor (Blue).
Matérias de jornal que citam o rastro aumentam o efeito, com teto (Imprensa). CPI, denúncia e condenação também mexem na reputação dos envolvidos, na marca do partido e no humor antissistema.
A prova é objetiva, a decisão é política#
A prova de um rastro é gerada pelo sistema, não inventada por ninguém. Nenhum jogador consegue fabricar prova contra outro, e a delação só entrega rastro que existe.
Investigar, denunciar e julgar, porém, são decisões políticas, tomadas por jogadores na PF, na PGR e no STF, como na vida real. Mas a prova fica pública no portal, então proteger aliado tem custo.