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CPI

A comissão parlamentar de inquérito: como abrir com 1/3 das assinaturas, quem participa, a quebra de sigilo que revela rastros e o relatório que vai à PGR.

A comissão parlamentar de inquérito (CPI) é a ferramenta de investigação do Congresso. Com assinaturas suficientes, ela abre mesmo contra a vontade do presidente da Casa, e pode quebrar sigilos e revelar rastros de corrupção.

Como funciona#

Etapa Quem age Prazo O que acontece
1. Requerimento 1/3 da Casa Sem prazo Com fato determinado
2. Instalação Presidente da Casa 2 dias Com as assinaturas, é obrigatória. Se não instalar, o STF pode mandar
3. Membros Líderes de bancada, na proporção das bancadas 1 dia Os membros elegem o presidente e o relator da CPI
4. Investigação CPI 6 dias, prorrogáveis uma vez Convoca depoimentos e vota quebra de sigilo, que revela rastros
5. Relatório Relator, votado pela CPI Fim do prazo Segue para a PGR

Os prazos são em dias reais.

Abrir uma CPI#

O requerimento precisa de duas coisas:

  • assinaturas de 1/3 da Casa: numa temporada de cerca de 30 jogadores, 8 deputados na Câmara ou 4 senadores no Senado;
  • fato determinado: um fato concreto a investigar.

A CPI pode nascer na Câmara ou no Senado, cada uma com as assinaturas dos próprios membros.

A instalação é obrigatória#

Com as assinaturas, o presidente da Casa tem 2 dias para instalar a CPI. Ao contrário do pedido de impeachment, ele não pode engavetar. Se não instalar, um parlamentar ou um partido, com advogado, pode pedir ao STF um mandado de segurança, e o STF pode mandar instalar (STF).

Membros#

Os líderes de bancada indicam os membros em até 1 dia, na proporção do tamanho de cada bancada (Líder de bancada). Os membros elegem, entre eles, o presidente e o relator da CPI.

Investigação#

A CPI tem 6 dias reais, prorrogáveis uma vez, para:

  • convocar depoimentos: o depoimento é RP, e o que se diz nele não é julgado pelo motor;
  • quebrar sigilo: cada quebra é votada pela CPI. Aprovada, revela rastros de corrupção que estavam escondidos (Corrupção e rastros).

A quebra de sigilo é o que dá força à CPI. A prova que ela revela é gerada pelo sistema, não inventada por ninguém.

Relatório e efeitos#

No fim do prazo, o relator apresenta o relatório, e a CPI vota. O relatório segue para a PGR, que decide se pede investigação, denuncia ou arquiva (Procurador-geral da República).

A CPI mexe na reputação dos envolvidos, na marca do partido deles e no humor antissistema. Um escândalo público derruba a aprovação de quem foi pego, aumenta o conhecimento dele e desgasta a marca do partido. Como a prova fica pública, proteger aliado tem custo.

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