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Governador

Chefe do governo de um dos quatro estados. Decide impostos estaduais e segurança por decreto, nomeia os secretários e negocia repasses com a União.

Cada um dos quatro estados do jogo (SP, MG, BA e RS) tem um governador. Como não há Assembleias Legislativas, ele mexe sozinho nos dispositivos estaduais, dentro da faixa, e só o STF pode desfazer um decreto dele.

Como chega
Eleição em chapa com o vice, no estado. Há 2º turno se ninguém tiver a maioria absoluta dos votos válidos
Mandato
4 anos de jogo (24 dias reais)
Reeleição
Uma, pela regra que vale no começo da temporada. O Congresso pode mudar isso por PEC
Idade mínima
30 anos, também para o vice
Quem julga
O STF

O que faz#

Poder Como funciona
Cuidar do orçamento do estado As secretarias executam o orçamento de cada área
Decretar Mexe sozinho nos dispositivos estaduais, dentro da faixa. O decreto vale no tick seguinte
Nomear os secretários Convida os titulares das 3 secretarias do estado, que tomam posse quando aceitam. Ver Secretários estaduais
Conduzir licitações estaduais O governo do estado contrata obras e serviços por licitação. Ver Licitações
Negociar com a União O estado recebe o repasse, que é obrigatório, e a transferência voluntária, que o presidente libera se quiser
Recorrer ao STF Pode propor ADI contra um dispositivo em vigor e levar ao STF um conflito com a União

Os decretos do governador#

Dispositivo Faixa Efeito principal
ICMS 7% a 25% Mais arrecadação do estado; o Comércio vende menos
ITCMD (herança e doação) 0% a 8% Mais arrecadação; herança líquida menor
IPVA 0% a 6% Mais arrecadação; carro mais caro de manter
Incentivo fiscal para atrair empresas Desconto de 0% a 100% no ICMS de um setor Empresas do setor vêm para o estado; a arrecadação cai
Efetivo policial Policiais por 100 mil habitantes Segurança sobe; o gasto sobe
Vagas no sistema prisional Número de vagas Superlotação cai; o gasto sobe
Câmeras corporais nas polícias % dos policiais Opinião dos segmentos

Câmeras corporais são um tema disputado no debate público. Nesses casos o motor não toma partido: o efeito no grafo é pequeno ou nenhum, e o peso fica na opinião dos segmentos do eleitorado.

Nenhum parlamento revisa o decreto do governador. Ele só cai no STF, numa ADI. O texto que acompanha o decreto é RP; o que conta é o valor escolhido para o dispositivo.

Estado e União#

  • Repasse: parte da arrecadação da União vai para os estados todo ano, sem depender de ninguém. O percentual repassado só muda por PEC.
  • Transferência voluntária: além do repasse, a União pode dar a cada estado uma cota por ano: R$ 3 bilhões para SP, R$ 2 bilhões para MG e para a BA e R$ 1,5 bilhão para o RS. Quem libera é o presidente, ou o ministro da articulação política, uma vez por estado e ano, até a véspera do último dia do ano, pela página do Governo. Até o fim do ano, ela engorda o orçamento e paga saúde e educação, e pesa mais no estado mais pobre: liberada no começo do ano, dá até 1 ponto de aprovação na BA. O que não sai no ano se perde: aqui o governador depende do presidente, e isso vira negociação entre jogadores.
  • Guerra fiscal: o incentivo fiscal atrai empresas de outros estados. O presidente ou outro governador pode levar o conflito ao STF, que pode anular o incentivo. O STF também decide conflitos sobre repasses.
  • Intervenção federal na segurança: o presidente decreta a intervenção num estado, e ela vale na hora. O Congresso tem 2 dias para aprovar, por maioria simples; se rejeitar, a intervenção acaba. Enquanto durar, o governo federal assume a segurança do estado e o governador perde o comando da polícia.
  • Intervenção pedida pela PGR: a PGR pode pedir ao STF intervenção federal num estado que viole a Constituição. Se o STF aceitar, o presidente decreta a intervenção.

A aprovação do governador#

A aprovação do governador é um número do motor, calculado a cada tick, em cada estado, junto com o PIB do estado, o desemprego, a receita dos impostos, o orçamento, a saúde e a educação e a segurança (Economia do país). Começa em 50%, neutra.

  • O bolso e os serviços: o ICMS, o IPVA e o ITCMD pesam no bolso do eleitor e enchem o orçamento, que paga a saúde e a educação. Cortar o imposto agrada no começo e esvazia os serviços depois; subir faz o contrário.
  • A segurança: mais polícia e mais vagas no sistema prisional sobem a segurança e tiram dinheiro da saúde e da educação.
  • A economia: o PIB e o desemprego do estado andam com os do país, e o governador responde por eles menos que o presidente.
  • As secretarias: depois da primeira posse, a secretaria vaga entrega pela metade, e a aprovação cai: com as três vagas, uns 5 pontos (Secretários estaduais).
  • A União: o repasse aos estados, que só muda por PEC, engorda o orçamento, e pesa mais no estado que depende mais dele.

Nas decisões do governador, um lado compensa o outro no mesmo tick: o que ele tira do bolso do eleitor volta em saúde e educação, e o que põe na polícia sai da saúde e da educação. A aprovação não sobe de graça por decreto, nem na véspera da eleição; o decreto pesa nas urnas pelo lado ideológico, com os eleitores que concordam com ele (Ideologia). Os decretos mexem só no estado dele. A aprovação é do governo do estado: passa de um governador para o seguinte, e o governo provisório também tem a sua.

Na eleição de governador, ela faz o papel que a aprovação do governo federal faz na de presidente: os candidatos da base do governador (o partido dele e os dos secretários) ganham votos quando ele vai bem e perdem quando vai mal, e os da oposição, o contrário. Sem governador, ou sem partido na base, ninguém é base nem oposição. Em Estados, o mapa mostra a aprovação de cada governo, e a página de dados de cada estado, a economia dele.

Secretaria sem gestão entrega menos, e a conta também chega para o governador que nomeou.

O vice#

O vice é eleito na mesma chapa e assume o governo quando:

  • o governador fica parado por muitos dias: o vice assume de forma interina e devolve o cargo quando o titular volta (Inatividade);
  • o governador perde o cargo, morre ou pede asilo (Morte e asilo): o vice vira o governador, com o mandato dele, e a vice fica vaga. Sem vice, o governo provisório assume, e os secretários saem.

Justiça#

O governador é julgado pelo STF. Desviar verba do estado ou direcionar uma licitação rende dinheiro, mas deixa rastro (Corrupção e rastros).

No Brasil, governador é julgado pelo STJ. O jogo não tem STJ, então o caso vai ao STF.

Veja também#