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Procurador-geral da República

Chefe da PGR. Pede inquéritos, denuncia e arquiva casos no STF, negocia delações e tem mandato próprio, protegido do presidente.

O procurador-geral da República é quem acusa. Sem a PGR, o STF não abre ação penal contra quem tem foro. O cargo tem mandato próprio, e o presidente não pode tirar o PGR sem o Senado.

Como chega
Indicação do presidente da República, sabatina e aprovação por maioria absoluta do Senado, em voto secreto
Mandato
2 anos de jogo (12 dias reais), com recondução permitida
Idade mínima
35 anos
Requisito
Faculdade de Direito
Quem pode tirar
O presidente, só com autorização do Senado por maioria absoluta. O Senado também pode condenar o PGR no impeachment, por 2/3

O que faz#

Ação Sobre quem ou o quê Efeito no jogo
Pedir inquérito ao STF Quem tem foro Com autorização do relator, a investigação começa
Requisitar investigação à PF Qualquer personagem O inquérito abre na hora, e a PF investiga com as equipes dela. Contra quem tem foro, depende do relator
Pedir medidas cautelares Investigados Busca e apreensão, quebra de sigilo, bloqueio de bens, prisão, afastamento. Quem decide é o STF
Denunciar Investigado com rastros revelados A denúncia é pública e vai ao plenário do STF, que recebe ou rejeita. Recebida, o investigado vira réu
Arquivar Inquérito em curso ou relatado Encerra o caso. O inquérito sobre o próprio PGR, ele não vê, não arquiva nem denuncia: a denúncia espera o próximo PGR
Conduzir o inquérito sobre o diretor da PF O diretor da PF A PGR distribui as equipes e encerra
Recorrer ao plenário Pedido da PGR indeferido pelo relator Em até 48 horas. Com a maioria absoluta do plenário, o pedido vale
Negociar delação Investigado O acordo vai ao STF para homologação
Propor ADI Dispositivo em vigor O STF julga a ação e pode derrubar o dispositivo
Dar parecer Qualquer ação no STF Opinião pública no processo; o STF não é obrigado a seguir
Pedir intervenção federal ao STF Estado que viola a Constituição Se o STF aceitar, o presidente decreta a intervenção
Impugnar candidatura Candidato inelegível ou com abuso na campanha O TSE, operado pela administração, decide

Cada ação tem forma estruturada e efeito definido. O texto que acompanha a denúncia ou o parecer é RP.

De onde chegam os casos#

  • Receita: o dinheiro por fora, que a renda não explica, acende um alerta automático para a PF e a PGR.
  • CPI: o relatório final de toda CPI segue para a PGR.
  • PF: o inquérito encerrado vem com o relatório, e o que ele achou é a base da denúncia.

Depois da denúncia, o caminho segue no STF: o plenário recebe a denúncia, o investigado vira réu e o processo vai a julgamento (Processo e pena).

Independência#

Nomear é fácil; tirar, não. O presidente só destitui o PGR com autorização do Senado, por maioria absoluta. Com mandato próprio, o PGR pode agir inclusive contra o governo que o indicou.

Engavetar#

A PGR pode simplesmente não agir num caso, sem prazo. Como sem ela o STF não abre ação penal contra quem tem foro, engavetar protege o investigado.

O custo é político. Os rastros continuam ganhando exposição com o tempo, e a imprensa e a oposição podem cobrar. A prova revelada fica pública no portal, então proteger aliado tem preço.

Vaga#

A PGR nunca tem NPC. Pelo caminho normal, o presidente indica na página da PGR, e o indicado aceita ou recusa em 48 horas. Aceita, a mensagem de indicação vai ao Senado, que sabatina e vota em voto secreto (Senador). Aprovado, o indicado toma posse no tick seguinte e deixa o cargo que tinha e a candidatura da eleição de agora.

A vaga abre quando o mandato acaba. O procurador fica até a posse de quem vem depois, e o presidente pode reconduzi-lo com uma indicação nova, que passa pelo Senado de novo.

O Desenvolvedor também pode nomear alguém para a vaga, a qualquer momento, inclusive na abertura da temporada. Toda nomeação dele vai para o log público.

Veja também#